sexta-feira, 16 de abril de 2010

Biologia:

Castanhas, nozes e peixe reduzem riscos de desenvolver Alzheimer, diz estudo
Laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga aumentam riscos.

Da BBC
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Mulher com raro tipo de Alzheimer não reconhece filha recém-nascida Velho inimigo pode ajudar a evitar mal de Alzheimer, afirma cientista Medicamento contra Alzheimer da Pfizer não passa em teste Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença de Alzheimer Perda de sono aumenta risco de Alzheimer Alzheimer é 'subestimado', dizem cientistas britânicos Pessoas produzem anticorpos naturais contra mal de Alzheimer, diz estudo Cafeína reverte perda de memória em ratos com Alzheimer, aponta estudo Viver sozinho na meia-idade agrava risco do Alzheimer, diz estudo
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Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica "Archives of Neurology".



O pesquisador Yian Gu e seus colegas do Medical Centre da Columbia University, em Nova York, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.



Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram Alzheimer.



Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.



Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.



Influência
Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.



Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.



Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência.



Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.



Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.



Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.



Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer's Research Trust, disse: "Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas".



"Adaptar nosso estilo de vida à medida em que ficamos mais velhos - fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa - pode reduzir os riscos de demência".



"Mas infelizmente", acrescentou Wood, "não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo".



Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.



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Seg, 12/04/2010 12h20

Mulher com raro tipo de Alzheimer não reconhece filha recém-nascida

Rebecca Doig teve doença diagnosticada ao mesmo tempo em que soube que estava grávida.
12h20

Discriminação contra homossexuais

Projeto de lei transforma em crimes a discriminação por orientação sexual
Quem praticar, induzir ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa.
Giovana Teles
Brasília, DF

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“Vai discriminar homossexual por que? Não são seres humanos como nós?“.

“Eu sou a favor, porque eu acho que não deve ter nenhum tipo de discriminação na sociedade brasileira”.

É fato que o preconceito existe. Uma mulher que não quer ser identificada, conta que já foi discriminada. "Fui me despedir da minha namorada beijando a bochecha dela, quando o caixa da lanchonete expulsou a gente do local... E ele falou que era proibido beijar ali. Aí eu falei: ‘ta nas normas o preconceito?’ aí ele: ‘ta nas normas a intolerância com a homossexualidade aqui dento do clube. Então, por favor, se retirem do local’”.

Paulo Sócrates também tem histórias de preconceito, até de quem deveria protegê-lo... “Eu sofri uma agressão saindo do trabalho e não fui atendido pelo policial ao qual eu recorri porque o policial disse que era uma briga de namorados”.

Ele defende direitos iguais para todos. “A carga tributária que se impõe a um cidadão heterossexual é a mesma que se impõe a um homossexual, mas quando você precisa do dispositivo legal para te proteger, você é meio cidadão, porque você não tem os mesmos direitos que o heterossexual tem”.

Para coibir a discriminação a Câmara aprovou um projeto de lei que agora está no Senado e transforma em crimes a discriminação e o preconceito por orientação sexual.

Atitudes como impedir o acesso ou recusar atendimento aos homossexuais, por exemplo, em bares e restaurantes e proibir manifestações de afeto podem ser punidas com prisão de um a três anos.

Quem praticar, induzir ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa.



Veja, no vídeo, a entrevista com o advogado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi, e Marcos Rogério de Souza, consultor jurídico da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). Saiba por que a CNBB é contra o projeto e a defesa da ABGLT.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Saiba se você sofre de dependência eletrônica
Navegar na internet e jogar videogame. Quem nunca fez isso? O problema é quando a pessoa passa horas na frente do computador, perde o sono... Alguma vez você preferiu o relacionamento virtual ao real?

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Essa é a rotina de Marco Antônio Ourique Júnior... 14 anos e horas perdidas de sono para ficar conectado. “São duas e meia da manhã e eu vou desligar o computador agora”.

No dia seguinte... “Na escola não presto atenção na aula, durmo de cansaço porque não consigo abrir o olho para prestar atenção”.

Valéria Gallas, a mãe de Marco, é vigilante. Mas às vezes, sente que perde a batalha. “Não tô vendo, aí liga escondido, não faz barulho, aí vou beber uma água, falo: ‘Marco Antônio, vamos desligar isso’... É o tempo todo brigando”.

E quantos Marcos a gente encontra nas lan houses. Meninas e meninos de todas as idades vidrados nos jogos, páginas de relacionamentos... “Me sinto sem vontade de fazer nada, não dá vontade de fazer nada sem computador”.

André Luiz Carvalho, 20 anos, chega a virar a noite jogando. “Sete horas da noite vou até sete horas do dia seguinte. Aí durmo uma hora, duas para descansar um pouco e volto para fazer o que estava fazendo. Eu perdi totalmente o meu sono e prejudica também a minha sensibilidade com as pessoas. Porque dentro do jogo você vive um personagem, você não é a mesma pessoa. Você vive duas vidas uma vida aqui fora, outra lá dentro”.

A internet é uma ferramenta de descobertas ilimitadas, mas como tudo na vida é preciso ter controle. É possível identificar quando há um exagero: ficar tempo demais em frente ao computador e trocar o convívio social, o lazer por horas a fio de contatos e emoções virtuais não é saudável.

A pedido do Jornal Hoje, o psicanalista Jairo Werner montou um teste de dependência eletrônica com oito perguntas. Quanto mais respostas positivas, maior o perigo. Das sete crianças e jovens na lan house, apenas Isabelle respondeu sim duas vezes. “Ela precisa desenvolver o autocontrole e tomar cuidado para esse tempo não ir aumentando e ela chegar num nível perigoso de uso da internet”, alerta o psicanalista.

A todos os outros, que tiveram mais de quatro respostas positivas, Jairo alerta. “Sinal vermelho. Todos eles já têm sinais de que estão exagerando. Já ta prejudicando o sono, o relacionamento”.

Marco Antônio também fez o teste. Sinal vermelho piscando para ele! Um acordo de redução de horas é o tratamento que o doutor Jairo propõe.
Vai dar o que falar: projeto de castração de pedófilos
Você é contra ou a favor da castração química de pedófilos? O projeto está na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Deixe sua opinião na nossa enquete.

Giovana Teles - Brasília
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“Acho que castrar não vai resolver o problema. Concorda?” – Daiane dos Anjos, gerente administrativa.

“Sou adepto de que a gente não pode ter nenhuma complacência com o pedófilo” – Euclides Silva, delegado da Polícia Federal.

“Totalmente a favor. Totalmente” – Andréia de Freitas, auxiliar administrativa.

“O certo seria punir essas pessoas, ser preso, né? Porque isso aí eu acho que não é muito certo, não” – João Batista Alencar, gesseiro.

A pedofilia é um crime devastador! Uma adolescente, de quatorze anos, foi seduzida pelo padrasto. Engravidou, abortou. Ele foi expulso de casa. Ela também... E hoje vive em um abrigo para menores. Todo dia a garota se arrepende de não ter contado o que estava acontecendo.

“Eu sempre vou continuar achando que eu tive culpa também, uma parcela de culpa, por ter deixado as coisas fluírem”.

A vida parou. O futuro é incerto. “Minha cabeça ta tão... Tudo tão confuso ainda que ainda nem parei pra pensar nisso...”.

A delegada de proteção à criança e ao adolescente, Gláucia Cristina Ésper conta que o trauma é enorme para a família toda. “Eles chegam esfacelados”.

E o mais grave é que não é fácil identificar um pedófilo. “Ele está à nossa porta batendo, ele está na tela da internet, ele está na televisão, ele está no shopping... Não existe barreira para abusos sexuais”.

O projeto que está na Comissão de Direitos Humanos do Senado prevê a chamada castração química para pedófilos condenados pela justiça. É um tratamento a base de hormônios. Comprimidos ou injeções que reduzem muito o desejo sexual.

Mas a aplicação só poderia ser feita se o criminoso concordasse. Em troca ele teria redução de um terço da pena.

O tratamento seria indicado apenas nos casos em que o médico dissesse que não existe outra opção.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra o projeto. “A nossa posição é contrária, apesar de reconhecermos a gravidade desse ilícito penal que envolve a pedofilia, envolve pessoas inocentes, indefesas, que são vítimas desse crime. Apesar desse quadro, nós entendemos que o melhor tratamento jurídico e o tratamento punitivo não é o da castração química. Nós estamos num estágio do direito muito mais avançado e o que mais a sociedade reclama é a efetividade da justiça, a certeza da pena. Muito mais importante do que ficarmos editando novas leis, prevendo novos tipos penais, novas modalidades de punição, é importante que tenhamos a certeza de que aquele infrator será efetivamente punido”, defende Alberto de Paula Machado, vice-presidente da OAB.

“O principal argumento de defesa é, primeiro: ele foi apresentado em 2007. Se já tivesse sido aprovado, quantas crianças não teriam passado por essa humilhação? Quantos pedófilos já teriam sido recuperados? Entretanto, não foram. Eu tirei o projeto de uma lei francesa, que tem em vigor na Inglaterra e também na Itália que são democracias berço dos direitos humanos no mundo. Depois que apresentei meu projeto, ele foi aprovado no Canadá, aprovado na República Tcheca por plebiscito, inclusive aquele que é reincidente é castração cirúrgica. Depois na província de Barcelona e em oito estados norte-americanos. Esses países que respeitam os direitos humanos, todos tem esse tipo de punição para recuperar o pedófilo”, esclarece o senador Gerson Camata (PMDB/ES), autor do projeto.

Essa polêmica deve aumentar porque o relator do projeto quer estender a aplicação desse tratamento para todos os condenados por crimes sexuais.

terça-feira, 23 de março de 2010

LYA LUFT:

Menina do interior, tive a natureza como presença enorme em torno da casa e por toda a pequena cidade: paisagem, abrigo, fascinação, surpresa, escola de permanência e também de transitoriedade. Mantive um laço estreito com esse universo, e quando posso durmo de janelas e cortinas abertas, para sentir a respiração do mundo. Porém, cedo também aprendi que a mãe natureza pode ser cruel. Granizo perfurando folhas e arrasando a horta, geada castigando flores, raios matando gente. De longe, ouvia falar em terremoto, quando o vasto mundo ainda era distante. Agora que o mundo ficou minúsculo, porque o Haiti arrasado, o Chile destruído e a Europa nevada estão ao alcance do meu dedo no computador ou no controle da televisão, a velha mãe se manifesta em estertores que podem ser apenas normais (o clima da Terra sempre mudou, às vezes radicalmente, antes de virmos povoar este planeta), mas também podem ser rosnados de protesto, "ei, o que estão fazendo comigo essas pequenas cracas que se instalaram sobre minha pele?".
Mas a natureza não mata apenas com enchentes, deslizamentos, terremotos e tsunamis. Mata pela mão dos humanos, o que pode parecer um fato em escala menor, mas é bem mais preocupante. Homens, mulheres e meninos-bomba quase diariamente se explodem levando consigo dezenas de vidas inocentes: pais de família, mães ou crianças, mulheres fazendo a feira, jovens indo para a escola. Bandidos incendeiam um ônibus com passageiros dentro: dois morrem logo, outros vários curtem em hospitais o grave sofrimento dos queimados. Não tinham nada a ver com a bandidagem, estavam apenas indo para o trabalho, ou vindo dele. Assaltantes explodem bancos em cidades do interior antes tranquilas. Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos maiores vexames e terror. Como está virando costume, a gente agradece por escapar com vida.
Duas mães deixam num barraco imundo cinco crianças, algumas com menos de 6 anos. Sem comida, sem força, sem presença, sem a menor higiene. O policial que as encontra leva duas menorzinhas para casa, onde sua mulher lhes dá banho e comida. As crianças, de tão fracas, mal conseguem se alimentar. O homem chora: tem três filhos pequenos, e há algum tempo perdeu uma filhinha. A maldade humana agride até esse homem que com ela deve ter frequente contato.

A natureza, da qual fazemos parte, mata com muito mais crueldade através de nós do que através do clima ou de movimentos da terra, e de maneira bem mais assustadora: pois nós pensamos enquanto prejudicamos o nosso semelhante. Temos a intenção de atormentar, torturar, matar, mesmo que em vários casos seja uma consciência em delírio – estamos tão drogados que achamos graça de tudo. Mas somos responsáveis por nos termos drogado.

De modo que, como me dizia um amigo, o ser humano não tem jeito, não. Ou: esse é o nosso jeito, a nossa parte na natureza. De um lado, os cuidadores, que vão de pais e mães até médicos e enfermeiras; do outro lado, os destruidores, que são os bandidos, mas também (que tristeza) eventualmente pais e parentes. E contra eles, tanto ou mais do que contra a natureza não humana, somos impotentes. O que faz a criança diante do abandono materno? Em relação ao pai, tio ou irmão estuprador? O que fazem passageiros de um ônibus, pacíficos e cansados, diante do terror imposto por bandidos? Nada. Migalhas humanas soterradas por maldade e frieza, como num terremoto ou tsunami somos soterrados pela lama, pelos destroços, pelas águas.

Resta filosofar um pouco: de que vale a vida, quanto vale a minha, e como a usamos, se é que pensamos nisso? Pensar pode ser meio chato, e ainda por cima traz alguma inquietação. A natureza poderosa, encantadora e cruel também somos nós: que a gente não fique do lado dos animais assassinos, como a orca, que depois de matar três pessoas continua, como foi anunciado, "fazendo parte do time", no parque americano.

Antes de usar um adesivo "salve as baleias", eu quero um adesivo "salve as pessoas, que são parte da natureza".

quinta-feira, 18 de março de 2010

Castração em massa do pit bulls

Vai dar o que falar: castração em massa de pit bulls
O projeto, que prevê o controle de várias raças de cães de guarda, já está causando polêmica em Brasília. Você é contra ou a favor? Deixe seu comentário no nosso painel.

Giovana Teles - Brasília

O Jornal Hoje estreia um novo quadro “Vai dar o que falar”.



Vamos ouvir nossos telespectadores sobre temas polêmicos que estão sendo discutidos em Brasília. Vamos começar com o projeto que prevê a castração em massa de pit bulls e que prevê também o controle de várias raças de cães de guarda. Você é contra ou a favor?

“A gente não tem segurança nenhuma quando ve um cachorro desses, porque é perigoso mesmo. Acho que tem que ser castrado mesmo”, Silvia Gonçalves - massoterapeuta.

“Se cuidarem muito bem dele, se fazer com que ele seja dócil... Ele não é agressivo. Porque até eu mesmo se começarem a me agredir demais da conta eu começo até a ‘zunhar’", Jesus de Nazaré – aposentado.

“O sonho do meu marido é ter um pit bull e eu falei assim: pit bull aqui em casa não entra porque eu não suporto pit bull, que só em olhar você já sente um medo assim por ele”, Cíntia da Silva Santos - comerciária.

“Nem pit bull eu crio, mas eu acho que está errado isso”, Alex Carrel – enfermeiro.
É polêmico mesmo! Para muita gente os cães de guarda são amigos fiéis.

Mas só no estado de São Paulo, a cada hora onze pessoas são atacadas por cachorros de diferentes raças. Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, mais de 500 vítimas desses animais passaram por cirurgias em todo o país.

Em janeiro, em Salto de Pirapora, no interior paulista, a dona de casa Rosane Campos teve a perna amputada após ser atacada pelo pit bull que estava com ela há uma semana... “A hora em que ele viu sangue, ele queria mais sangue, o sangue enfureceu ele!”.

Há dois anos a vida de Luciana, de Juiz de Fora, também mudou. O pit bull da casa do patrão destruiu o rosto dela. “Até o refinamento tem muita coisa pela frente”.

- O projeto que está no Senado considera perigosas dezesseis raças, além do pit bull. Entre elas rotweiller, doberman, boxer, pastor alemão e fila.

- Determina, em casos de ataque, que o dono, criador ou quem tem a guarda do animal responda na justiça até por homicídio.

- As vítimas serão indenizada por danos materiais e morais.

- Para circular em locais públicos, os cães de guarda deverão usar coleira, corrente e focinheira. Caso contrário, o dono pagará multa e o animal irá para o canil público e poderá ser sacrificado.

- Fica proibida a reprodução dos pit bulls. Todos os machos deverão ser esterilizados. Se o proprietário descumprir a lei, poderá ficar preso, de três meses a um ano.

Todas as pessoas que o JH ouviu concordam com as punições para os donos de cães de grande porte em caso de ataques. O consenso acaba aí. Por isso, nossa produção conversou com o autor do projeto, senador Valter Pereira (PMDB-MS) e com o membro da Confederação Brasileira de criadores de cães de raça, Celso Pinto.

JH: Por que a Confederação é contra o projeto?
Celso Pinto: O que todos nós criadores de cães de raça pura temos contra o projeto é que ele torna desiguais de uma maneira igual. Ele faz com que todos os criadores que tratam seus cães de maneira corretamente, adestram, têm uma posse responsável pelos seus cães, sejam igualados a proprietários de cães que nem raça tem: os mestiços. Eles na realidade, são os grandes causadores de acidentes em todas as atividades.

JH: Senador, o senhor acha que os ataques justificam o extermínio de uma raça de cães?
Valter Pereira: O nosso foco é o cidadão comum. É o idoso que tem o direito de ir e vir, o direito de andar nas praças, direito de andar nas ruas. É a criança que é desprotegida e que, de repente, sofre ataques até fatais. Então não tem nenhum fundamento manter um cão que é uma verdadeira arma de grande calibre, como o pit bull, por exemplo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da mulher:

O dia foi criado depois de diversas manifestações. Em 8 de março de 1857, operárias das indústrias têxtil e de vestuário fizeram um protesto contra as más condições de trabalho, em Nova York. Anos depois, a ideia seria reforçada por causa de um incêndio na mesma cidade, onde morreram 146 trabalhadores - 125 costureiras. Foi aí que, em 1920, a alemã Clara Zetkin propôs a criação da data, por essas e outras lutas.



Hoje, muitos lugares possuem uma programação especial para festejar. Em Salvador, por exemplo, diversas palestras dão ênfase à data, incluindo um seminário sobre Maria Bonita, esposa de Lampião (Biblioteca dos Barris). Enquanto isso, o Museu Eugênio Teixeira Leal explica melhor a Lei Maria da Penha, contra a violência à mulher.


Tradicional corrida de noivas, na China

No Rio de Janeiro, uma tripulação feminina comanda as barcas entre a Praça XV e Niterói, transportando cerca de 25 mil pessoas em 22 diferentes viagens. Na capital mineira, centenas de mulheres participam da passeata para lembrar as cinco vítimas do "Maníaco do Industrial", acusado de estupro e homicídio.


Celebração na Praça do Patriarca, em São Paulo

Em São Paulo, é o último dia para quem quiser conferir a exposição "Mulheres de Verdade", idealizada por Érica Monteiro e com 30 imagens de atrizes e modelos brasileiras com e sem maquiagem. A mostra é gratuita e acontece no Piso Térreo do Shopping Market Place.
Conquistas da mulher



Apesar de tudo que já conseguiu, como salários mais próximos aos dos homens e direito de voto, a mulher ainda tem um espaço a ser conquistado. Um dos exemplos é que, a cada ano, cerca de 5 mil mulheres são assassinadas e torturadas por razões que incluem a violação a normas da família ou da comunidade em relação à conduta sexual ou até pelo simples desejo de escolher seu marido ou querer o divórcio, conforme publicado no último dia 4 de março, pelo centro de notícias da ONU.

Além das diferenças sociais, há também problemas como a crise econômica que, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho - OIT, deve afetar muito mais as mulheres, sendo apenas uma questão de tempo. Isso porque ela logo se estenderá ao campo de serviços, onde predomina a classe feminina. De acordo com a notícia publicada pela ONU, "o estudo constata que há uma igualdade de gênero que foi alcançada nos últimos 15 anos, mas ainda existe uma grande diferença entre homens e mulheres a respeito de oportunidades de trabalho". Um exemplo disso é que mulheres com nível superior ainda ganham menos do que os homens, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego de 2009. A diferença chega a R$ 616,80 no setor comercial.