Castanhas, nozes e peixe reduzem riscos de desenvolver Alzheimer, diz estudo
Laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga aumentam riscos.
Da BBC
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Mulher com raro tipo de Alzheimer não reconhece filha recém-nascida Velho inimigo pode ajudar a evitar mal de Alzheimer, afirma cientista Medicamento contra Alzheimer da Pfizer não passa em teste Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença de Alzheimer Perda de sono aumenta risco de Alzheimer Alzheimer é 'subestimado', dizem cientistas britânicos Pessoas produzem anticorpos naturais contra mal de Alzheimer, diz estudo Cafeína reverte perda de memória em ratos com Alzheimer, aponta estudo Viver sozinho na meia-idade agrava risco do Alzheimer, diz estudo
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Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica "Archives of Neurology".
O pesquisador Yian Gu e seus colegas do Medical Centre da Columbia University, em Nova York, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.
Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram Alzheimer.
Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.
Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.
Influência
Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.
Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.
Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência.
Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.
Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.
Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.
Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer's Research Trust, disse: "Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas".
"Adaptar nosso estilo de vida à medida em que ficamos mais velhos - fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa - pode reduzir os riscos de demência".
"Mas infelizmente", acrescentou Wood, "não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo".
Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.
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Seg, 12/04/2010 12h20
Mulher com raro tipo de Alzheimer não reconhece filha recém-nascida
Rebecca Doig teve doença diagnosticada ao mesmo tempo em que soube que estava grávida.
12h20
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Discriminação contra homossexuais
Projeto de lei transforma em crimes a discriminação por orientação sexual
Quem praticar, induzir ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa.
Giovana Teles
Brasília, DF
imprimir
“Vai discriminar homossexual por que? Não são seres humanos como nós?“.
“Eu sou a favor, porque eu acho que não deve ter nenhum tipo de discriminação na sociedade brasileira”.
É fato que o preconceito existe. Uma mulher que não quer ser identificada, conta que já foi discriminada. "Fui me despedir da minha namorada beijando a bochecha dela, quando o caixa da lanchonete expulsou a gente do local... E ele falou que era proibido beijar ali. Aí eu falei: ‘ta nas normas o preconceito?’ aí ele: ‘ta nas normas a intolerância com a homossexualidade aqui dento do clube. Então, por favor, se retirem do local’”.
Paulo Sócrates também tem histórias de preconceito, até de quem deveria protegê-lo... “Eu sofri uma agressão saindo do trabalho e não fui atendido pelo policial ao qual eu recorri porque o policial disse que era uma briga de namorados”.
Ele defende direitos iguais para todos. “A carga tributária que se impõe a um cidadão heterossexual é a mesma que se impõe a um homossexual, mas quando você precisa do dispositivo legal para te proteger, você é meio cidadão, porque você não tem os mesmos direitos que o heterossexual tem”.
Para coibir a discriminação a Câmara aprovou um projeto de lei que agora está no Senado e transforma em crimes a discriminação e o preconceito por orientação sexual.
Atitudes como impedir o acesso ou recusar atendimento aos homossexuais, por exemplo, em bares e restaurantes e proibir manifestações de afeto podem ser punidas com prisão de um a três anos.
Quem praticar, induzir ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa.
Veja, no vídeo, a entrevista com o advogado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi, e Marcos Rogério de Souza, consultor jurídico da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). Saiba por que a CNBB é contra o projeto e a defesa da ABGLT.
Quem praticar, induzir ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa.
Giovana Teles
Brasília, DF
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“Vai discriminar homossexual por que? Não são seres humanos como nós?“.
“Eu sou a favor, porque eu acho que não deve ter nenhum tipo de discriminação na sociedade brasileira”.
É fato que o preconceito existe. Uma mulher que não quer ser identificada, conta que já foi discriminada. "Fui me despedir da minha namorada beijando a bochecha dela, quando o caixa da lanchonete expulsou a gente do local... E ele falou que era proibido beijar ali. Aí eu falei: ‘ta nas normas o preconceito?’ aí ele: ‘ta nas normas a intolerância com a homossexualidade aqui dento do clube. Então, por favor, se retirem do local’”.
Paulo Sócrates também tem histórias de preconceito, até de quem deveria protegê-lo... “Eu sofri uma agressão saindo do trabalho e não fui atendido pelo policial ao qual eu recorri porque o policial disse que era uma briga de namorados”.
Ele defende direitos iguais para todos. “A carga tributária que se impõe a um cidadão heterossexual é a mesma que se impõe a um homossexual, mas quando você precisa do dispositivo legal para te proteger, você é meio cidadão, porque você não tem os mesmos direitos que o heterossexual tem”.
Para coibir a discriminação a Câmara aprovou um projeto de lei que agora está no Senado e transforma em crimes a discriminação e o preconceito por orientação sexual.
Atitudes como impedir o acesso ou recusar atendimento aos homossexuais, por exemplo, em bares e restaurantes e proibir manifestações de afeto podem ser punidas com prisão de um a três anos.
Quem praticar, induzir ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa.
Veja, no vídeo, a entrevista com o advogado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi, e Marcos Rogério de Souza, consultor jurídico da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). Saiba por que a CNBB é contra o projeto e a defesa da ABGLT.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Saiba se você sofre de dependência eletrônica
Navegar na internet e jogar videogame. Quem nunca fez isso? O problema é quando a pessoa passa horas na frente do computador, perde o sono... Alguma vez você preferiu o relacionamento virtual ao real?
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Essa é a rotina de Marco Antônio Ourique Júnior... 14 anos e horas perdidas de sono para ficar conectado. “São duas e meia da manhã e eu vou desligar o computador agora”.
No dia seguinte... “Na escola não presto atenção na aula, durmo de cansaço porque não consigo abrir o olho para prestar atenção”.
Valéria Gallas, a mãe de Marco, é vigilante. Mas às vezes, sente que perde a batalha. “Não tô vendo, aí liga escondido, não faz barulho, aí vou beber uma água, falo: ‘Marco Antônio, vamos desligar isso’... É o tempo todo brigando”.
E quantos Marcos a gente encontra nas lan houses. Meninas e meninos de todas as idades vidrados nos jogos, páginas de relacionamentos... “Me sinto sem vontade de fazer nada, não dá vontade de fazer nada sem computador”.
André Luiz Carvalho, 20 anos, chega a virar a noite jogando. “Sete horas da noite vou até sete horas do dia seguinte. Aí durmo uma hora, duas para descansar um pouco e volto para fazer o que estava fazendo. Eu perdi totalmente o meu sono e prejudica também a minha sensibilidade com as pessoas. Porque dentro do jogo você vive um personagem, você não é a mesma pessoa. Você vive duas vidas uma vida aqui fora, outra lá dentro”.
A internet é uma ferramenta de descobertas ilimitadas, mas como tudo na vida é preciso ter controle. É possível identificar quando há um exagero: ficar tempo demais em frente ao computador e trocar o convívio social, o lazer por horas a fio de contatos e emoções virtuais não é saudável.
A pedido do Jornal Hoje, o psicanalista Jairo Werner montou um teste de dependência eletrônica com oito perguntas. Quanto mais respostas positivas, maior o perigo. Das sete crianças e jovens na lan house, apenas Isabelle respondeu sim duas vezes. “Ela precisa desenvolver o autocontrole e tomar cuidado para esse tempo não ir aumentando e ela chegar num nível perigoso de uso da internet”, alerta o psicanalista.
A todos os outros, que tiveram mais de quatro respostas positivas, Jairo alerta. “Sinal vermelho. Todos eles já têm sinais de que estão exagerando. Já ta prejudicando o sono, o relacionamento”.
Marco Antônio também fez o teste. Sinal vermelho piscando para ele! Um acordo de redução de horas é o tratamento que o doutor Jairo propõe.
Navegar na internet e jogar videogame. Quem nunca fez isso? O problema é quando a pessoa passa horas na frente do computador, perde o sono... Alguma vez você preferiu o relacionamento virtual ao real?
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Essa é a rotina de Marco Antônio Ourique Júnior... 14 anos e horas perdidas de sono para ficar conectado. “São duas e meia da manhã e eu vou desligar o computador agora”.
No dia seguinte... “Na escola não presto atenção na aula, durmo de cansaço porque não consigo abrir o olho para prestar atenção”.
Valéria Gallas, a mãe de Marco, é vigilante. Mas às vezes, sente que perde a batalha. “Não tô vendo, aí liga escondido, não faz barulho, aí vou beber uma água, falo: ‘Marco Antônio, vamos desligar isso’... É o tempo todo brigando”.
E quantos Marcos a gente encontra nas lan houses. Meninas e meninos de todas as idades vidrados nos jogos, páginas de relacionamentos... “Me sinto sem vontade de fazer nada, não dá vontade de fazer nada sem computador”.
André Luiz Carvalho, 20 anos, chega a virar a noite jogando. “Sete horas da noite vou até sete horas do dia seguinte. Aí durmo uma hora, duas para descansar um pouco e volto para fazer o que estava fazendo. Eu perdi totalmente o meu sono e prejudica também a minha sensibilidade com as pessoas. Porque dentro do jogo você vive um personagem, você não é a mesma pessoa. Você vive duas vidas uma vida aqui fora, outra lá dentro”.
A internet é uma ferramenta de descobertas ilimitadas, mas como tudo na vida é preciso ter controle. É possível identificar quando há um exagero: ficar tempo demais em frente ao computador e trocar o convívio social, o lazer por horas a fio de contatos e emoções virtuais não é saudável.
A pedido do Jornal Hoje, o psicanalista Jairo Werner montou um teste de dependência eletrônica com oito perguntas. Quanto mais respostas positivas, maior o perigo. Das sete crianças e jovens na lan house, apenas Isabelle respondeu sim duas vezes. “Ela precisa desenvolver o autocontrole e tomar cuidado para esse tempo não ir aumentando e ela chegar num nível perigoso de uso da internet”, alerta o psicanalista.
A todos os outros, que tiveram mais de quatro respostas positivas, Jairo alerta. “Sinal vermelho. Todos eles já têm sinais de que estão exagerando. Já ta prejudicando o sono, o relacionamento”.
Marco Antônio também fez o teste. Sinal vermelho piscando para ele! Um acordo de redução de horas é o tratamento que o doutor Jairo propõe.
Vai dar o que falar: projeto de castração de pedófilos
Você é contra ou a favor da castração química de pedófilos? O projeto está na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Deixe sua opinião na nossa enquete.
Giovana Teles - Brasília
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“Acho que castrar não vai resolver o problema. Concorda?” – Daiane dos Anjos, gerente administrativa.
“Sou adepto de que a gente não pode ter nenhuma complacência com o pedófilo” – Euclides Silva, delegado da Polícia Federal.
“Totalmente a favor. Totalmente” – Andréia de Freitas, auxiliar administrativa.
“O certo seria punir essas pessoas, ser preso, né? Porque isso aí eu acho que não é muito certo, não” – João Batista Alencar, gesseiro.
A pedofilia é um crime devastador! Uma adolescente, de quatorze anos, foi seduzida pelo padrasto. Engravidou, abortou. Ele foi expulso de casa. Ela também... E hoje vive em um abrigo para menores. Todo dia a garota se arrepende de não ter contado o que estava acontecendo.
“Eu sempre vou continuar achando que eu tive culpa também, uma parcela de culpa, por ter deixado as coisas fluírem”.
A vida parou. O futuro é incerto. “Minha cabeça ta tão... Tudo tão confuso ainda que ainda nem parei pra pensar nisso...”.
A delegada de proteção à criança e ao adolescente, Gláucia Cristina Ésper conta que o trauma é enorme para a família toda. “Eles chegam esfacelados”.
E o mais grave é que não é fácil identificar um pedófilo. “Ele está à nossa porta batendo, ele está na tela da internet, ele está na televisão, ele está no shopping... Não existe barreira para abusos sexuais”.
O projeto que está na Comissão de Direitos Humanos do Senado prevê a chamada castração química para pedófilos condenados pela justiça. É um tratamento a base de hormônios. Comprimidos ou injeções que reduzem muito o desejo sexual.
Mas a aplicação só poderia ser feita se o criminoso concordasse. Em troca ele teria redução de um terço da pena.
O tratamento seria indicado apenas nos casos em que o médico dissesse que não existe outra opção.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra o projeto. “A nossa posição é contrária, apesar de reconhecermos a gravidade desse ilícito penal que envolve a pedofilia, envolve pessoas inocentes, indefesas, que são vítimas desse crime. Apesar desse quadro, nós entendemos que o melhor tratamento jurídico e o tratamento punitivo não é o da castração química. Nós estamos num estágio do direito muito mais avançado e o que mais a sociedade reclama é a efetividade da justiça, a certeza da pena. Muito mais importante do que ficarmos editando novas leis, prevendo novos tipos penais, novas modalidades de punição, é importante que tenhamos a certeza de que aquele infrator será efetivamente punido”, defende Alberto de Paula Machado, vice-presidente da OAB.
“O principal argumento de defesa é, primeiro: ele foi apresentado em 2007. Se já tivesse sido aprovado, quantas crianças não teriam passado por essa humilhação? Quantos pedófilos já teriam sido recuperados? Entretanto, não foram. Eu tirei o projeto de uma lei francesa, que tem em vigor na Inglaterra e também na Itália que são democracias berço dos direitos humanos no mundo. Depois que apresentei meu projeto, ele foi aprovado no Canadá, aprovado na República Tcheca por plebiscito, inclusive aquele que é reincidente é castração cirúrgica. Depois na província de Barcelona e em oito estados norte-americanos. Esses países que respeitam os direitos humanos, todos tem esse tipo de punição para recuperar o pedófilo”, esclarece o senador Gerson Camata (PMDB/ES), autor do projeto.
Essa polêmica deve aumentar porque o relator do projeto quer estender a aplicação desse tratamento para todos os condenados por crimes sexuais.
Você é contra ou a favor da castração química de pedófilos? O projeto está na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Deixe sua opinião na nossa enquete.
Giovana Teles - Brasília
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“Acho que castrar não vai resolver o problema. Concorda?” – Daiane dos Anjos, gerente administrativa.
“Sou adepto de que a gente não pode ter nenhuma complacência com o pedófilo” – Euclides Silva, delegado da Polícia Federal.
“Totalmente a favor. Totalmente” – Andréia de Freitas, auxiliar administrativa.
“O certo seria punir essas pessoas, ser preso, né? Porque isso aí eu acho que não é muito certo, não” – João Batista Alencar, gesseiro.
A pedofilia é um crime devastador! Uma adolescente, de quatorze anos, foi seduzida pelo padrasto. Engravidou, abortou. Ele foi expulso de casa. Ela também... E hoje vive em um abrigo para menores. Todo dia a garota se arrepende de não ter contado o que estava acontecendo.
“Eu sempre vou continuar achando que eu tive culpa também, uma parcela de culpa, por ter deixado as coisas fluírem”.
A vida parou. O futuro é incerto. “Minha cabeça ta tão... Tudo tão confuso ainda que ainda nem parei pra pensar nisso...”.
A delegada de proteção à criança e ao adolescente, Gláucia Cristina Ésper conta que o trauma é enorme para a família toda. “Eles chegam esfacelados”.
E o mais grave é que não é fácil identificar um pedófilo. “Ele está à nossa porta batendo, ele está na tela da internet, ele está na televisão, ele está no shopping... Não existe barreira para abusos sexuais”.
O projeto que está na Comissão de Direitos Humanos do Senado prevê a chamada castração química para pedófilos condenados pela justiça. É um tratamento a base de hormônios. Comprimidos ou injeções que reduzem muito o desejo sexual.
Mas a aplicação só poderia ser feita se o criminoso concordasse. Em troca ele teria redução de um terço da pena.
O tratamento seria indicado apenas nos casos em que o médico dissesse que não existe outra opção.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra o projeto. “A nossa posição é contrária, apesar de reconhecermos a gravidade desse ilícito penal que envolve a pedofilia, envolve pessoas inocentes, indefesas, que são vítimas desse crime. Apesar desse quadro, nós entendemos que o melhor tratamento jurídico e o tratamento punitivo não é o da castração química. Nós estamos num estágio do direito muito mais avançado e o que mais a sociedade reclama é a efetividade da justiça, a certeza da pena. Muito mais importante do que ficarmos editando novas leis, prevendo novos tipos penais, novas modalidades de punição, é importante que tenhamos a certeza de que aquele infrator será efetivamente punido”, defende Alberto de Paula Machado, vice-presidente da OAB.
“O principal argumento de defesa é, primeiro: ele foi apresentado em 2007. Se já tivesse sido aprovado, quantas crianças não teriam passado por essa humilhação? Quantos pedófilos já teriam sido recuperados? Entretanto, não foram. Eu tirei o projeto de uma lei francesa, que tem em vigor na Inglaterra e também na Itália que são democracias berço dos direitos humanos no mundo. Depois que apresentei meu projeto, ele foi aprovado no Canadá, aprovado na República Tcheca por plebiscito, inclusive aquele que é reincidente é castração cirúrgica. Depois na província de Barcelona e em oito estados norte-americanos. Esses países que respeitam os direitos humanos, todos tem esse tipo de punição para recuperar o pedófilo”, esclarece o senador Gerson Camata (PMDB/ES), autor do projeto.
Essa polêmica deve aumentar porque o relator do projeto quer estender a aplicação desse tratamento para todos os condenados por crimes sexuais.
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