segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da mulher:

O dia foi criado depois de diversas manifestações. Em 8 de março de 1857, operárias das indústrias têxtil e de vestuário fizeram um protesto contra as más condições de trabalho, em Nova York. Anos depois, a ideia seria reforçada por causa de um incêndio na mesma cidade, onde morreram 146 trabalhadores - 125 costureiras. Foi aí que, em 1920, a alemã Clara Zetkin propôs a criação da data, por essas e outras lutas.



Hoje, muitos lugares possuem uma programação especial para festejar. Em Salvador, por exemplo, diversas palestras dão ênfase à data, incluindo um seminário sobre Maria Bonita, esposa de Lampião (Biblioteca dos Barris). Enquanto isso, o Museu Eugênio Teixeira Leal explica melhor a Lei Maria da Penha, contra a violência à mulher.


Tradicional corrida de noivas, na China

No Rio de Janeiro, uma tripulação feminina comanda as barcas entre a Praça XV e Niterói, transportando cerca de 25 mil pessoas em 22 diferentes viagens. Na capital mineira, centenas de mulheres participam da passeata para lembrar as cinco vítimas do "Maníaco do Industrial", acusado de estupro e homicídio.


Celebração na Praça do Patriarca, em São Paulo

Em São Paulo, é o último dia para quem quiser conferir a exposição "Mulheres de Verdade", idealizada por Érica Monteiro e com 30 imagens de atrizes e modelos brasileiras com e sem maquiagem. A mostra é gratuita e acontece no Piso Térreo do Shopping Market Place.
Conquistas da mulher



Apesar de tudo que já conseguiu, como salários mais próximos aos dos homens e direito de voto, a mulher ainda tem um espaço a ser conquistado. Um dos exemplos é que, a cada ano, cerca de 5 mil mulheres são assassinadas e torturadas por razões que incluem a violação a normas da família ou da comunidade em relação à conduta sexual ou até pelo simples desejo de escolher seu marido ou querer o divórcio, conforme publicado no último dia 4 de março, pelo centro de notícias da ONU.

Além das diferenças sociais, há também problemas como a crise econômica que, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho - OIT, deve afetar muito mais as mulheres, sendo apenas uma questão de tempo. Isso porque ela logo se estenderá ao campo de serviços, onde predomina a classe feminina. De acordo com a notícia publicada pela ONU, "o estudo constata que há uma igualdade de gênero que foi alcançada nos últimos 15 anos, mas ainda existe uma grande diferença entre homens e mulheres a respeito de oportunidades de trabalho". Um exemplo disso é que mulheres com nível superior ainda ganham menos do que os homens, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego de 2009. A diferença chega a R$ 616,80 no setor comercial.

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